O Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas) anunciou nesta quarta-feira (19.09), ao lado de representantes da rede de enfrentamento à exploração sexual, o início dos trabalhos para implantação do Projeto ViraVida em Manaus. O projeto vai oferecer oportunidades, por meio de capacitação profissional, a jovens e adolescentes de 16 a 21 anos em situação de abuso e exploração sexual.
O encontro realizado no auditório Auton Furtado, no prédio da Federação das Indústrias do Estado Amazonas (FIEAM), reuniu representantes do Governo do Estado, Prefeitura Municipal, Conselhos Tutelares, Ministério Público, Ong(s), entre outras instituições, que lutam contra a exploração sexual infanto-juvenil no Estado.
Presente em 16 estados, o ViraVida prevê atender inicialmente 100 jovens de Manaus. Além de proporcionar capacitação profissional, oferecerá assistência psicossocial e pedagógica para jovens de famílias de baixa renda. Durante o período do curso, os jovens assistidos recebem ajuda de custo de um salário mínimo, sendo que em todos os meses será depositada a quantia de R$ 100 reais como uma poupança, que cada aluno poderá resgatar ao final do curso.
De acordo com a coordenadora técnica do Projeto em Manaus, Silvane Almeida, o SESI Amazonas forma a equipe que executará o trabalho. Ela prevê o início das atividades para novembro deste ano. “A partir de hoje já contamos com a parceria das instituições presentes para a identificação desses meninos e meninas. Estipulamos até 31 de outubro para os encaminhamentos das fichas de inscrições”, revelou Almeida.
De acordo com a assessora da presidência do Conselho Nacional do SESI, Eliane Noronha, o ViraVida é um projeto que resgata a cidadania e a autoestima dos jovens que sofrem com a exploração sexual. “O processo socioeducativo está baseado em cursos profissionalizantes, construídos a partir do alinhamento entre a demanda de cada mercado, o perfil e as expectativas desses adolescentes e jovens. Eles têm que se identificar com o que vão estudar durante um ano”, disse Noronha.
O projeto já matriculou 2.465 jovens em situação de vulnerabilidade social em 16 cidades do país. Desde que começou em 2008, 746 alunos estão inseridos no mercado de trabalho, e mais de 800 estão em sala de aula, e 384 em Processo Seletivo para o Mercado de Trabalho.
Amanhã (20), às 9h, Eliane reunirá com as instituições do Sistema S (SESI, SENAI, SENAC e SEBRAE) que darão apoio na divulgação do projeto e na empregabilidade dos jovens participantes.
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