O governador do Amazonas, Omar Aziz, e o embaixador do Japão, Akira Miwa, discutiram nesta quinta-feira (13.09), no Centro Cultural Palácio Rio Negro, na região central de Manaus, a ampliação do intercâmbio voltado para a área do conhecimento e formação de recursos humanos para o Polo Industrial de Manaus. Durante a reunião, o governador falou sobre o seu projeto de construção da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e ofereceu um espaço dentro do complexo para instituições de ensino e pesquisa do Japão.
O governador pediu ao secretário estadual de Planejamento, Airton Claudino, que marcasse uma reunião com o cônsul do Japão no Amazonas, Hajime Naganuma, para apresentar o projeto da Cidade Universitária e discutir sobre a parceria. “O cônsul vai conversar com a Seplan para que possamos oferecer um espaço, assim como estamos reservando para outros países, onde possamos ter o intercâmbio e o conhecimento que precisamos”, disse o governador.
Omar Aziz também reconheceu a importância do Japão para a economia do Amazonas, ao afirmar que 40% das empresas instaladas no PIM são japonesas. Ele elogiou a grande capacidade de geração de conhecimento e de desenvolvimento de tecnologia daquele país. ”Nunca é demais a gente pegar as experiência positivas dentro do conhecimento e educação e trazer para o nosso povo”, ressaltou o governador.
Para o embaixador do Japão, a formação de recursos humanos é importante não só para o futuro do Amazonas mas também para as empresas já instaladas no Polo Industrial de Manaus. “É importante, para o desenvolvimento, começarmos a produzir produtos de nível superior aos que já estão sendo produzidos. E as empresas locais vão precisar de pessoas capacitadas em matéria de Ciência e Tecnologia”, afirmou Akira Miwa.
De acordo com o embaixador, qualquer país que busca um local para investir em produção no território brasileiro não está interessado somente em incentivos fiscais, como os que existem na Zona Franca de Manaus, mas também querem pessoas capacitadas para desenvolver novos produtos. “O futuro da economia do Estado do Amazonas depende da sua capacidade de criar”, frisou.

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