O presidente da Comissão para Revitalização do Centro de Manaus, o diretor presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano – Implurb, Manoel Ribeiro, reuniu órgãos parceiros no projeto nesta terça-feira, dia 17, em coletiva de imprensa.
Ele afirmou que mesmo com a pressão de empresários do comércio e do transporte público, vai aguardar laudo técnico da Defesa Civil para avaliar se haverá ou não, liberação de outras vias no entorno da Matriz, na área central da cidade.
De acordo com Manoel Ribeiro, mesmo que as águas do rio Negro não estejam mais aparentes, dentro das galerias subterrâneas o volume ainda está rente à superfície e já causaram não só rachaduras e o desnivelamento do asfalto, mas também movimentos ondulares na pista quando da passagem de veículos.
Ainda segundo o presidente do Implurb, o laudo versará sobre o estado da rua Tamandaré e se a mesma possui galeria ou parte de galeria coberta sob o asfalto e as edificações.
Por enquanto, permanecem como itinerários experimentais, as ruas Epaminondas, Epaminondas/Simão Bolívar/Ferreira Pena, na praça da Saudade, para os ônibus articulados; as ruas 10 de julho/Getúlio Vargas, no Centro-Bairro, para os executivos e, para os ônibus convencionais, as avenidas Epaminondas/7 de Setembro, na matriz/Praça da Polícia/7 de Setembro/Getúlio Vargas.
Além do Implurb, compõem a comissão a Superintendência Municipal de Transporte Urbanos – SMTU, Casa Militar, Defesa Civil, Sempab e Manaustrans.
Durante a coletiva, a comissão pôs em pauta também a necessidade de mudança na forma de se enxergar e executar a mobilidade no Centro da cidade e que isso demandaria esforço compartilhado entre a administração pública em todas as suas esferas e a população.
Ribeiro disse que a cada mês, Manaus recebe mais de 4 mil veículos, 558 mil ao todo desde o início da gestão do atual prefeito – mais os 1.000 novos ônibus entregues pela Prefeitura – e, mesmo assim, a discussão sobre a suspensão do fluxo de veículos de grande, médio e pequeno portes no local é rechaçada.
Manoel Ribeiro prevê que em menos de uma década, o Centro de Manaus vai ter de ser vedado ao tráfego de veículos, assim como o é em São Paulo, Rio de Janeiro e outros centros de compras e de cultura de outras cidades, como Londres ou Miami.
Para finalizar, o presidente do Implurb condenou a morosidade na emissão de pareceres de órgãos técnicos federais, que requerem prazos longos, de 05 dias para protocolar até outros 45 dias para dar anuência.
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