Tenho ouvido com preocupação as notícias sobre demissões no Polo Industrial de Manaus (PIM). Pelo que saiu na imprensa, refletindo denúncia do Sindicato dos Metalúrgicos, só a Semp Toshiba demitiu 250 funcionários em dezembro/2011 e outros 470 nos últimos dias de janeiro/2012. A empresa afirma que se trata de “ajuste de início de ano”, a Suframa enfatiza que a mesma tinha 2.040 funcionários no início do ano passado e agora está em 2.005, tendo as contratações temporárias de fim de ano no meio, mas, também ouço que se trata de mais um caso de descompasso tecnológico.
Esse é um dos gargalos a serem vencidos na reformulação do modelo Zona Franca, que tenho proposto, para evitar um desastre econômico no Amazonas. É de conhecimento público que as multinacionais instaladas no PIM transferem para o exterior grande parte do capital, aqui auferido, a título de pagamento de royalties. O Amazonas não domina toda a cadeia produtiva dos televisores de LED, por exemplo, mas esse é um dos itens produzidos em Manaus.
Está meio esquecido, porém, a sigla Semp significa Sociedade Eletro Mercantil Paulista. Isso mesmo, a empresa fundada em 1942, fabricante do famoso rádio “Capelinha” e do primeiro televisor de 20 polegadas em cores do Brasil, é nacional. Nem o acordo acionário e tecnológico com a japonesa Toshiba Corporation, em 1977, mudou essa condição.
A tese de fundo tecnológico para a crise na Semp Toshiba se fortalece com a informação de que Samsung e LG, gigantes multinacionais coreanas, estão em pleno processo de contratações.
Tenho dito, seguidamente, que estamos deitados no berço esplêndido de números que se referem ao presente-passado do PIM, quando tínhamos o monopólio nacional de fabricação de produtos como TVs, DVDs e CDs, ao mesmo tempo em que o presente-futuro, onde se inserem artigos como os tablets e os smartphones, nos escapa entre os dedos.
O problema de fundo é que não temos investimento na produção de tecnologia. O PIM produziu riqueza suficiente para investir mais e mais nesse campo, sem lograr fazê-lo. A Índia, com menos recursos que o Brasil e apenas munida de vontade política, tornou-se o país com maior número de mestres e doutores sendo formados no planeta, desde que decidiu espalhar, financiando, os donos de suas melhores mentes pelos países do Primeiro Mundo. Deu um salto. Criou base sólida para alcançar o pleno desenvolvimento.
O Amazonas pode – e deve – criar seu próprio caminho. Basta que, na reformulação do modelo Zona Franca, enfatize o investimento em Ciência e Tecnologia (C&T), sem espaço para fachadas ou paliativos de qualquer ordem, premiando resultados. É daí que vamos tirar, entre fármacos, cosméticos ou quaisquer outros derivados do imenso arsenal biotecnológico da Floresta Amazônica, um produto que caia nas graças do mercado e impulsione a economia local e nacional.
As crises são vistas pelos visionários como janelas de oportunidades. Os atuais solavancos do PIM têm um viés de estímulo às nossas mentes para, sem qualquer coloração política, construir um futuro menos instável e mais digno de nossa gente.
Caro Sr. Arthur!!
A ZONA FRANCA JÁ ACABOU FAZ MUITO TEMPO, nesta semana saiu na REVISTA ISTO É DINHEIRO que a COCA-COLA e SAMSUNG estão em PÉ DE GUERRA contra o governo do estado do Amazonas pelo motivo de terem sido aumentado a alíquota do ICMS.
Temos o maior parque eletroeletrônico do Brasil, mais temos somente a planta fabril já que todas as industrias transferiram suas matrizes para outros estados.
Com isto perdemos IMPOSTOS, EMPREGO, e etc. Mais até hoje nenhuma industria tem um projeto SOCIAL em nosso estado. Estas industrias transferem BILHÕES DE DÓLARES EM ROYALTIES PARA O EXTERIOR, não deixam nenhum centavo em nosso estado.
Os funcionários que trabalham nas industrias são na maioria TERCEIRIZADOS, e com isto perdem benefícios e recebem BAIXOS SALÁRIOS.
Como estamos entrando agora no polo PETROLEIRO, vimos cada vez mais gente saindo das industrias para trabalhar neste novo polo que paga ótimos salários e dão muitos mais benefícios.
Esta na hora do AMAZONAS explorar as riquezas que tem pois a ZONA FRANCA DE MANAUS não tem interesse de gerar empregos em nosso estado.
Vejam que os problemas são: Terceirização de mão-de-obra, saída das matrizes de Manaus para outros estados, sonegação de impostos estaduais e municipais e Comprometimento Social, e quem tem mais de 30 anos não consegue mais emprego.
Outra situação é que quando as industrias demitem CONTRATAM OUTRO PROFISSIONAIS COM SALARIO MENOR.
Quais os projetos que podem serem implantados visando melhorar as condições de trabalho dos operários da Zona Franca de Manaus. Quais serão os benefícios que o Operário vai ter por parte das industrias?
Quando vão fazer alguma ação visando melhorar o trabalho do cidadão amazonense?
De que adianta termos vários contadores, administradores, engenheiros, economistas, assistente social e demais profissionais sendo formados se não temos emprego nas industrias em Manaus?
Muitos operários já perderam a vida devido a péssima condição de trabalho e a utilização de maquinas obsoletas e que não tem a devida manutenção, mais ninguém olha o SER HUMANO, pois a atenção e dada somente para as empresas, parecem que fazemos FAVOR dando concessões e incentivos de todas as maneiras para serem instaladas em Manaus, mais não temos o devido retorno que merecemos.
Seria muito importante que a imprensa efetua-se uma vista nas industrias em Manaus e nas suas matrizes localizadas em outros estados para verem as diferenças.
Abraços
Wallace Monteiro