Nunca tantas verdades foram ditas de forma tão direta sobre um modelo que retira do Amazonas perto de R$ 1 bilhão, confisca tudo e devolve apenas R$ 3 milhões em investimento.
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Marcos Santos é radialista e jornalista. Começou em rádio, narrando futebol, aos 12 anos, na Rádio Alvorada de Parintins AM, onde nasceu. Ocupou cargos de direção nos jornais A Crítica, Amazonas em Tempo, O Estado do Amazonas e JC. Trabalhou nas TVs Ajuricaba, RBN, Amazonas e A Crítica, passando pelas rádios Baré, Rio Mar, Ajuricaba e A Crítica (FM 93,1). Foi secretário municipal de Comunicação de Manaus (1992). Formado em jornalismo pela Ufam, divide com Ronaldo Tiradentes o comando do programa CBN Manaus (FM 91,5), das 8h às 10h, de segunda a sexta.
Nunca tantas verdades foram ditas de forma tão direta sobre um modelo que retira do Amazonas perto de R$ 1 bilhão, confisca tudo e devolve apenas R$ 3 milhões em investimento.
Prezado Marcos,
Para mim, o modelo Zona Franca morreu e só falta enterrar o seu cadáver.
Desejo todo o sucesso ao amigo Thomaz Nogueira como novo titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus, apesar de não acreditar mais nela como instrumento de desenvolvimento.
Ao longo do tempo a SUFRAMA perdeu seu poder de AUTARQUIA, que se pressupõe uma administração baseado no poder absoluto do seu dirigente, com autonomia administrativa, inclusive quanto a seu patrimônio e sua receita, com autossuficiência interna suficiente para que suas decisões sejam colocadas em prática com mais rapidez, prescindindo de normas e outros estímulos externos, como aprovação de PPB por outros órgãos da Administração Federal, para produzir eficácia.
Os primeiros Superintendentes tinham status de Ministros e despachavam diretamente com o Presidente da República. Ultimamente o Dirigente do Órgão não é mais recebido nem pelo Ministro da área. Segundo algumas pessoas, Flávia Grosso chegava a ser atendida nos corredores do Ministério de Desenvolvimento.
O prestígio da SUFRAMA pode ser medido pela importância que o Governo Federal atribuiu à posso do novo Superintendente, que não contou com a presença da Presidente da República nem do titular do Ministério de Desenvolvimento, Fernando Pimentel, sendo representado por seu Secretário Executivo, Alessandro Teixeira.
Enquanto a SUFRAMA não voltar a ser uma verdadeira AUTARQUIA e não ter a composição do CAS alterado para desequilibrar a atual paridade de votos, ela continuará sendo uma figuração no nosso desenvolvimento regional. Da forma que está só ganha as empresas ISOLADAMENTE com seus lucros não partilhados com a sociedade, sem gerar nenhum efeito desenvolvimentista relevante, em especial para o interior do Estado.
Os votos das Classes Produtoras que hoje são DOIS. Deveriam ser UM de cada Estado. As entidades de classe poderiam liderar um movimento para alterar a composição do CAS, introduzindo os votos da sociedade civil organizada dos Estados, UM voto de cada, desequilibrando, desse modo, a máquina federal que “amarra” as decisões da AUTARQUIA.
O CAS está composto assim: Classes Empresariais, DOIS votos; Governos Estaduais, QUATRO votos; Prefeituras, QUATRO votos; e Governo Federal, ONZE votos.
O CAS não tem nenhuma entidade de TRABALHADORES na sua composição.
Abraços,
ONILDO ELIAS DE CASTRO LIMA.
CORREÇÃO: O Empresariado não tem DOIS representantes, cf. Site do MDIC. Tem UM só. O outro é representante dos Trabalhadores.
Onildo Lima