12/12/2010 - 12h26

Por onde passará o anel viário?

O governador Omar Aziz anunciou que um de seus objetivos em Brasília, esta semana, foi buscar verbas para a construção do anel viário de Manaus. É, sem dúvida, uma necessidade. O que nos indagamos é por onde passará essa via? Fica aqui minha idéia.

Manaus tem uma relação estranha com o rio. Todo mundo quer morar vendo um curso d’água, o que é a base tanto do sucesso dos empreendimentos na Ponta Negra quanto das invasões de margens dos igarapés. Nenhum governante pensou, porém, em utilizar o manancial técnico disponível e transformar as margens do Negro, via dragagem e aterro, numa via expressa, com cinco ou seis pistas em cada sentido, canteiro central, praças, restaurantes, equipamentos esportivos, marinas, portos etc.

Os problemas do trânsito na cidade inteira, mesmo com três mil carros ou mais entrando todo mês, diminuiriam significativamente.

Omar pode ser o governante a propor, iniciar e quem sabe até concluir um projeto assim. Anel viário em Manaus, para merecer o nome, tem que pensar na orla fluvial da cidade ou então, no bico do lápis, acabará sendo pífio ou irreal. Até por se tornar caro demais com as desapropriações.

0 comentários para “Por onde passará o anel viário?

  1. administrador disse:

    se eu fosse reporter e tivesse oportunidade de entrevistar o omar, iria perguntar dele o seguinte:

    nas eleiçoes pra prefeito em 2008, uma promessa de campanha dele era fazer no começo da avenida que da acesso ao parque das laranjeiras, na torquato tapajos, em frente o aeroclube, uma especia de viaduto, onde os carros que viessem do parque das laranjeiras e da cidade nova, pudessem pegar a torquato tapajos com destino a constantino nery e a rua recife, para o centro da cidade. Agora que ele é governador, ele ainda tem essa ideia de construir esse viaduto???

  2. limanilton disse:

    Marcos Santos compro também a sua idéia e acrescento mais uma que não é minha é do NAVARRO.
    - Construir 02 terminais rodo-fluviais, um no porto da Ceasa e outro na Compensa, cujo destino final seria o porto de Manaus. O transporte fluvial seria feito por barcaças iguais aquelas usadas na travessia Rio-Niterói.
    Todos os Õnibus da Zona Leste deixariam os passageiros no porto da Ceasa e de lá pegariam a barcaça com destino à Manaus Moderna (tempo 30 minutos).
    Os ônibus da Zona Oeste deixariam os passageiros no Terminal Compensa ou São Raimundo e de lá pegariam também a barcaça para o Rodway( 20 minutos).
    Essa opção faria com que dezenas de ônibus deixassem de circular no Centro de Manaus e diminuiria o tempo gasto pelo trabalhador de casa para o Trabalho.
    Ai voce me pergunta:
    - Tudo bem, mas de barco demora muito…
    - Eu respondo com exemplo:
    No início um pouco, mas depois aperfeiçoando haverá sim ganho de tempo. Lembra quantos dias se gastava de barco Manaus/Parintins( dias), hoje em barcos velozes e com máquinas potentes se faz o trajeto em apenas 10 horas.
    O negócio é tentar, se for para melhorar tudo vale, pois quando se quer fazer algo, arrranja-se um jeito, mas, quando não, arranja-se uma desculpa.

  3. Benjamin Pinheiro disse:

    Quem conhece um teimoso conhece também sua teimosia, ocorre que convicções custam caro… Então vou mais uma vez meter a colher de pau no doce alheio.

    Quando se trata de planejamento urbano, reconheço que não tenho autoridade para tal discussão, porém, para uma visão macro da problemática, não é necessário que eu seja um especialista na área.

    Vamos lá; há muito venho defendendo que Manaus deve ser dividida em dois pólos, o Leste e o Oeste. E como se faria esta divisão com um mínimo de recursos, da forma mais barata?

    Aproveitando o que antigamente se chamava Manaus Moderna e hoje Prosamin, até a estrada do Japiim, atrás do Estúdio Cinco, de lá se tomaria rumo Norte, passando direto pelo complexo Gilberto Mestrinho, Av. das Torres, T3, na Cidade Nova, até o bairro de Santa Etelvina. “Detalhe”; encaixando a Avenida das Torres, passando direto no complexo viário Gilberto Mestrinho, sem aquela interrupção esdrúxula que foi feita, quebrando o seguimento do que acredito ser uma das avenidas mais importantes da cidade.

    Com este procedimento a cidade de Manaus estaria dividida em duas metades, Leste e Oeste. Do extremo Norte, o bairro de Santa Etelvina, até o Sul, ou seja, a margem do rio Negro, centro da cidade em questão de minutos. Desafogando Djalma Batista, Constantino Nery, Torquato Tapajós, Autaz Mirim, Av. Buriti etc.

    Esta é uma obra que não tem desapropriações vultosas, uma vez que do igarapé do Quarenta à bola do Coroado temos bastante espaço para as laterais “Universidade e INPA”. Após a bola caímos na linha de transmissão, seguindo a Avenida das Torres, até o Santa Etelvina.

    Quanto ao Rodoanel, na minha ótica não tem o que se discutir, o roteiro esta traçado, Av. do Turismo, encontrando a Av. Grande Circular. É só dar a elas a robustez de que necessitarão, para suportar um tráfego mais intenso, e estamos conversados.

    Existe um terceiro ponto, que não está necessariamente ligado ao Rodoanel e ao Eixo Norte-Sul, digamos assim: a Orla de Manaus.

    Manaus precisa virar de frente para o rio, uma vez que a cidade fatalmente se estenderá para a margem direita, deixando à mostra as duas margens.

    Para a Orla de Manaus é necessário um projeto mais ousado, contemplando as diversas necessidades; equipamentos sociais, lazer, cultura, locais de recepção para turistas, terminais de porto, píer etc. Algo capaz de mostrar, de acentuar a beleza morena da nossa Manaus.

  4. Luiz Carlos disse:

    Marcos, achei a sua idéia de liberar o anél na orla muito interessante!

  5. a bem da verdade disse:

    Já até fecheu os olhos parea imaginar via pensamento como ficaria este rodoanel vissto de cima.
    Olha marcos há nos curto esta ideia de limpar a orla de manaus do puraquequara até a ponta negra com uma via expressa de oito pistas e canteiro central e bem iluminada para que nós passemos a enxergar o noso rio bem de frente.
    CUsto de tudo isto? Menos da metade do custo da ponte sobre o rio negro e qualquer governante que a incorporar ficara gravado na memoria do povo para sempre.
    Parabens marcos pelo artigo

  6. dodo carvalho disse:

    Srs. projetistas urbanos, habilitem-se, façam suas propostas. O desafio esta lançado.

  7. elias nilo disse:

    Sonhemos. Ainda na paga imposto. Jamais a turma do Jardim das Américas deixaria passar uma via ali em frente ao seu mundinho particular.

  8. Benjamin Pinheiro disse:

    “No problem!” Se querem estar divididos nada os impedem, porém com as devidas adequações ao projeto que for aprovado. Aquela área especificamente, tem que levar em consideração a que existe por lá, como as diversas instalações do exercito e até mesmo o Jardim das Américas. O que não deve é se criar um empecilho para a idéia, para o projeto. “Se não der para adequar agora, passemos por cima, driblar, desviar as dificuldades.

    A área que faz a diferença é na verdade o que está agredindo visualmente Manaus; que são as lixeiras viciadas nas encostas e barrancos, as palafitas, o cemitério de barcos velhos e abandonados, as carreiras e estaleiros de fundo de quintal a sujeira das praias…

    Deverão existir áreas restritas na Orla do Rio Negro? Não sei, o projeto vai dizer, as autoridades, o povo, o código de postura do município… Não soframos por antecipação, nem nos masturbemos mentalmente com o por vir…

    Acreditamos que o mais importante é iniciarmos essa discussão, fazer com ela ganhe musculatura no seio da sociedade, para assim podermos com a sociedade mobilizada, sensibilizar as autoridades.

    Lembrem-se assim foi com ponte!

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